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terça-feira, 23 de novembro de 2010

NOSSA ETERNA LUTA INTERIOR



Nossa alma sempre está em conflito consigo mesma, pois sempre sentimos os mais conflitantes sentimentos.
Ora estamos sorridentes, felizes, quando as coisas nos correm bem, ou quando estamos amando.        
Ora estamos tristes, angustiados, quando algo não vai bem, quando brigamos com nosso amor.
Ora ficamos tomados da mais profunda ira, quando somos vítimas de alguma injustiça, ou quando vemos cenas como essas que nos são proporcionadas pelo noticiário da televisão, ou jornais, ou seja, derramamento de óleo no mar, filhos assassinando pais, estupros, e toda uma gama de atrocidades que são especialidade da casa do bicho homem...
Li uma mensagem atribuída a "um chefe indígena", que fala bem sobre esse conflito, literalmente, "colocando o dedo na ferida".
Vejam só: Dentro de nós existem dois cachorros. Um deles, é mau... cruel. E o outro é bonzinho... dócil. Estão sempre brigando... E vence sempre aquele que eu alimentar mais...
Dessa mensagem, é fácil deduzir-se que está em nosso livre arbítrio determinar qual o instinto que irá predominar em nossos sentimentos.
Se alimentarmos mais o cachorro bonzinho, ele vencerá a luta com o outro, e em nosso interior predominarão os bons sentimentos, teremos muito mais capacidade para amar do que para odiar.
É muito mais gratificante para nosso interior termos apenas bons sentimentos. Claro, como a perfeição inexiste, sempre teremos nossos momentos de revolta, de ira mesmo contra certas injustiças, contra certas atitudes mesquinhas, contra certas maldades que existem por aí. Mas são apenas momentos ocasionais, quando o cachorro bonzinho não se alimenta direito.
Contudo, quando o cachorro maldoso recebe ração dupla, ou toma algumas vitaminas, vemos a maldade predominar... e as consequências são tristes e trágicas. Não preciso nada dizer, pois o noticiário jornalístico se encarrega de mostrar tudo que se faz de mau por este mundo afora.
Interessante, aliás, que a base do noticiário são sempre as tragédias... Por vezes, parece que televisão, ou jornal está pingando sangue. Como se não bastasse, alguns sites também adoram "pingar" essas notícias, já fartamente noticiadas pela imprensa comum.
Certo que essas coisas acontecem e devem ser noticiadas. Penso apenas que se poderia dar igual ênfase às coisas boas que acontecem... Ou será que só existe maldade neste mundo?
Importante mesmo, é cada qual procurar fazer sua parte, tratando de alimentar melhor o "seu" cachorro bonzinho, para que ele consiga, pelo menos equilibrar a briga... Gozado... brigar para ser bom... Parece um contra senso...
Até que faz sentido isso, para sermos pessoas boas e equilibradas, temos que brigar... Temos que brigar contra a revolta que por vezes cresce em nosso interior contra certos fatos que assistimos... Temos que brigar contra nossa vontade de reagir a certas provocações... Temos que brigar contra as artimanhas do cachorro mau, que vai buscar no fundo de nossa alma, aquele instinto meio selvagem que todos temos em nosso interior, e precisamos sufocar.
Enfim, o caminho para a maldade parece mais fácil e confortável, e realmente o é, pois para conseguirmos as coisas, nos bastará destruir o que outros fizeram, passar por cima de escrúpulos. Pouco teremos que construir, e é mais fácil destruir do que construir.
Contudo, apesar de dar mais trabalho, é muito mais gratificante cuidar bem do cachorro bonzinho.
Além de nos trazer um certo bem estar interior, certamente atrairemos muito mais simpatia, cuidando bem do cachorro bonzinho, um simpático e nobre hursky siberiano, mesmo que esteja um pouco arranhado pelas garras do outro, um soturno pitbull...
Esperando que possamos alimentar convenientemente nosso Hursky.

 
Marcial Salaverry


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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A PESSOA DO FUTURO


"Tu mesmo preparas muitas vezes os acontecimentos que hão de sobrevir no curso da tua existência" (O Livro dos Espíritos)

Muitas vezes, observando as características de uma criança, ficamos a imaginar o que a espera no futuro, as possíveis profissões para as quais poderá se inclinar, as dificuldades que terá, se aspectos da sua personalidade não forem corrigidos, e também o quanto será feliz, se algumas qualidades se mantiverem em sua conduta.
É também muito comum, numa espécie de devaneio, imaginar como estaremos no futuro ou pelo menos o que desejamos ser ou ter nos dias do amanhã e, conscientes do que precisa ser feito, nos esforçamos para a realização desses desejos.
Embora a sabedoria popular já tenha dito que "o futuro a Deus pertence", podemos pelos nossos esforços no bem preparar um amanhã mais ditoso, aqui ou no além, rompendo as repetições e condicionamentos que nos escravizam a um processo nitidamente neurótico.
Carl Rogers (1902-1987) psicólogo americano, humanista, escritor de vários livros e um dos precursores da psicologia transpessoal, ousou descrever quais seriam as características da pessoa do futuro a partir de seus largos estudos e observações como terapeuta, educador e pesquisador do comportamento humano.
Para ele a pessoa do futuro terá as seguintes características:

- Abertura
- Desejo de autenticidade
- Ceticismo em relação à ciência e à tecnologia
- Desejo de inteireza
- Desejo de intimidade
- Reconhecer-se sempre em processo evolutivo
- Dedicação
- Atitude em relação à natureza
- São pessoas anti-institucionais
- Autoridade interna
- Certa irrelevância aos bens materiais
- Anseio pelo espiritual

Estas 12 características nos suscitam vários questionamentos.
Um deles o de pensar se as famílias, centros espíritas e demais espaços educativos, em concordando com a visão de Rogers, estão preparados para a formação de um ser humano com este perfil.
Outra questão controversa é que ser anti-institucional pode ser também uma discordância da maneira pela qual as instituições se apresentam e se regulam e não uma oposição sistemática a toda e qualquer instituição.
Da mesma forma, ter ceticismo em relação à Ciência e à Tecnologia não significa negar sistematicamente os inúmeros benefícios que elas já puderam propiciar à Humanidade, mas questionar os interesses mercantilistas e hegemônico daqueles que delas se utilizam para lucrar, oprimir, aumentar a miséria, dominar com o poder do conhecimento, quando deveriam melhorar as condições de vida de todos os que se encontram na Terra.
A proposta de Rogers nos faz lembrar Allan Kardec quando este revela que a aristocracia do futuro será marcada por caracteres intelectuais e morais, isto é, que o ser humano do futuro utilizará a sua inteligência sempre de forma pacífica, benigna, a serviço do progresso coletivo.
A partir daí, começamos a pensar que esta oportuna síntese de Carl Rogers tem relação com a proposta espírita, com os caracteres do homem de bem, com a missão do homem inteligente na Terra, com a missão dos espíritas, em particular, e com a tarefa que nos cabe a todos como seres encarnados de um modo geral.
E que toda esta reflexão e ação deve ser permeada por uma necessidade constante de auto-conhecimento.
Não se trata de um exercício vazio de futurologia, mas de uma análise feita por um educador humanista do século XIX, sob a inspiração dos espíritos superiores, e de outra análise elaborada também por um educador, este do século XX, igualmente inspirada nas suas ricas e proveitosas experiências.
Que ambas nos façam refletir sobre como podemos empregar bem o nosso tempo, desenvolvendo em nós, agora no presente, as características da pessoa do futuro.


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Cezar Braga Said
Revista Reformador nº 2178 de Setembro de 2010


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

CORAGEM E FÉ



Continuar  a serviço do bem, quando tudo nos pareça uma esteira de males sob os pés, eis a real significação da lealdade ao Senhor.
Manter-se de coração tranquilo e alma impávida, na oficina dos ideais
superiores, a convertê-los em realidade, sem esmorecer, na execução dos mais pesados deveres, quando muitos dos companheiros dos primeiros dias, já se tenham se distanciado de nós e perseverar trabalhando, com a certeza invariável na vitória da verdade e do amor,l a benefício de todas a s criaturas, a despeito de todos os pesares...
Sustentar-se de espírito vigilante na ação e na oração, sem descrer dos objetivos supremos da vida, na edificação da felicidade comum, embora a tempestade de desilusões se nos desabe em torno, derrubando apoios que se nos figuravam inamovíveis...
Prosseguir caminhando para o alvo entrevisto, no amanhecer dos sonhos mais puros, conquanto as pedras de aflição e os espinheiros de sofrimento se nos multipliquem na senda, dificultando-nos a marcha...
Avançar ainda e sempre, no encalço das realizações sublimes a que nos propormos a atingir, no campo do espírito, apesar de todas as provações que nos testem a confiança, ás vezes, caindo na perplexidade e no erro para levantar-nos nas asas da reconsideração e da esperança; chorando e enxugando as próprias lágrimas, ao calor das consolações auridas no próprio conhecimento; compreendendo e silenciando; amando e servindo, eis a coragem da fé, a única que pode efetivamente renascer dos destroços das piores circunstâncias terrenas e encarar a razão face a face.


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Livro Paz e Renovação
Chico Xavier/Emmanuel


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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rumo ao topo



Na vida material precisamos sempre de algum requisito para determinadas ocasiões, na vida espiritual não é diferente. Digamos que a vida material é análoga a espiritual, é claro que não plenamente, mas em alguns aspectos com toda a certeza.
Para podermos dirigir um carro se faz necessário que nos submetamos ás exigências para aquele fim, ou seja, devemos frequentar uma auto escola passar pelas etapas teórica e prática para depois sermos avaliados e aprovados, aí então recebemos nossa carteira de habilitação e só aí é que podemos dirigir.
Ninguém entra em uma faculdade para fazer um determinado curso, sem antes ter que também passar pelas etapas anteriores, ou seja, cursar os graus inferiores e ser aprovado receber o devido diploma para poder estar habilitado a fazer um curso superior.
Pois bem na vida espiritual não é diferente, Jesus nos diz que para alcançar o reino dos céus devemos ser pobres de espírito.
Mas e o que é ser pobres de espírito?
Façamos novamente uma comparação da vida corpórea com a espiritual, e vamos perceber por exemplo, que um policial não tem como deixar de ser soldado ou cabo e passar diretamente ao posto de coronel, ele terá que galgar os postos que estão entre as duas graduações para chegar ao referido posto máximo.
Desta mesma forma temos com relação a vida espiritual que atingir um grau de evolução que nos torne espíritos puros e perfeitos, ora mas para isso é necessário que também subamos degrau por degrau desta escada que nos leva ao topo, e digamos que este topo é a pobreza de espírito, pois o espírito perfeito tem como caracteristica a humildade e o amor ao próximo.
Ser pobre de espírito é não ser orgulhoso, é ser humilde, mesmo sendo uma pessoa inteligente (de acordo com a nossa concepção de inteligência, pois o mais inteligente deste mundo, pouquíssimo sabe), mesmo que ocupe um alto cargo ou função, mesmo sendo próspero, bonito, talentoso, temos que ter a humildade de saber que se somos alguma coisa é porque DEUS o permitiu que fossemos, não para que nos tornássemos orgulhosos ou soberbos, mas geralmente para que pudéssemos exercitar a humildade, e muitos acabam fazendo exatamente o contrário.
Sabemos que todo espírito é criado ignorante e é exatamente aí que entra as etapas a serem vencidas, pois normalmente a própria sociedade nos transmite certos costume que ela tem como certos, mas que acabam nos prejudicando e nos tornando orgulhosos, para nos tornarmos humildes é necessário que aos poucos nos desfaçamos daquelas concepções que a sociedade nos forneceu do certo ou errado, de nossos defeitos, de nossas imperfeições.
Não conseguimos de um dia para o outro nos depurar é um processo que requer esforço, dedicação e vigilancia, mas que é necessário para nossa felicidade futura.
Vejamos o que nos diz Allan Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo a respeito do assunto:

"Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais."

Na vida terrena todo homem tem que batalhar e muito para conseguir alcançar um certo grau de prosperidade e dar um pouco de conforto aos que lhes são caros, e espiritualmente falando não é diferente temos que nos esforçar bastante se quisermos agradar a DEUS e fazermos juz ao nosso galardão, mas para isso podemos contar com amigos valiosos e principalmente nosso mestre e guia Jesus Cristo que nos mostrou o caminho.
Portanto, sigamos a cada dia em nosso esforço pessoal na nossa escalada espiritual  rumo ao topo, sem desanimar.


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PJC

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

CIÊNCIA E VIDA



No mundo, possuímos centrais elétricas que asseguram a iluminação de grandes cidades.  Impossível, no entanto, olvidar os milhões de criaturas que ainda se debatem nas trevas da ignorância.

Dispomos de usinas poderosas que geram a força indispensável á manutenção do trabalho em largas faixas do Globo.  Forçoso lembrar, porém, que surpreendemos, em toda parte, legiões de pessoas tombadas em desânimo ou desespero, a caminho da criminalidade ou do suicídio, á mingua de energia espiritual.

Realizamos, com êxito, a ablação de tumores malignos.  Necessário, todavia, observar que ainda não sabemos como impedir a formação dos quistos de ódio que infelicitam as almas.

Construimos palácios de moradia com todos os apetrechos da civilização.  Imperioso, entretanto, anotar que em nenhuma época do passado, tivemos que facear tantos processos de angústia e de obsessão.

Num átimo, escutamos essa ou aquela  mensagem, expedida sem fio, de ponta a ponta do planeta.  Quase sempre, contudo, ignoramos de que modo ouvir, com serenidade e proveito, as queixas do próximo em sofrimento.

Transita-se agora da Terra para a Lua, ultrapassando-se as barreiras da gravitação.  No entanto, muito de raro em raro, aprendemos a separar as trincheiras da indiferença ou da aversão para viajar de uma casa para outra ou de nossa alma para outra, a serviço da paz.

Ciência e Vida, bendita seja a inteligência que esculpe as técnicas avançadas do progresso, responsáveis pelas novas facilidades humanas, entretanto, é preciso reconhecer que sem Jesus Cristo aplicado á nossa própria vida, estaremos sempre andrajosos e famintos de coração.


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Livro Paz e Renovação
Chico Xavier/Emmanuel

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

OS PROBLEMAS DA EXISTENCIA



O que importa saber antes de tudo é o que somos, de onde viemos, para onde vamos, quais são os nossos destinos.
As idéias que fazemos do universo e suas leis, do papel que cada um de nós deve exercer sobre este vasto teatro, tudo isso é de uma importancia capital.
É de conformidade com elas que dirigimos os nossos atos.
É consultando-as que fixamos um alvo á nossa vida, e para ele caminhamos.
Eis a base, o verdaderio incentivo de toda a civilização.
Conforme for o ideal, assim é o homem.
Para as coletividades, da mesma que para o indivíduo, a concepção do mundo e da vida é que determina os deveres; mostra o caminho a seguir, as resoluções a adotar.
Mas, como dissemos, a dificuldade em resolver esses problemas, muito freqüentemente, nos faz rejeitálos.
A opinião da grande maioria é vacilante e indecisa, seus atos e caracteres disso sofrem a conseqüência.
É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar aonde? É nisto que não se pensa o bastante.
O homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objetivo a atingir.
A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo.
Crê-se, voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada.
Demonstraremos a seguir como esta maneira de ver está em oposição flagrante à experiência e à razão.
Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.
Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus instintos, apetites e gozos.
Pouco importaria que amasse o bem e a eqüidade.
Se não faz senão aparecer e desaparecer nesse mundo, se traz consigo o esquecimento de suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem suas aspirações; amando a justiça, soldado do direito, acreditar-se-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males de seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver triunfarem seus princípios.
Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado o devotamento e a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções.
O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade.
As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano terminariam por se dobrar e extinguir inteiramente.
A negação da vida futura suprime também toda sanção moral.
Com ela,quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os atos levariam aos mesmos resultados.
Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas, esperança para os aflitos.
Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e freqüentemente na dependência de seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana.
A mesma treva lhes serviria de mortalha.
Se tudo terminasse com a morte o ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter seus instintos e seus gostos.
Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter.
O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada.
E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas.
A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, por que a uns todos os dons de espírito e do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria?
Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos?
Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes.


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Livro O Porquê da Vida - Capitulo II
Autor - Léon Denis

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domingo, 18 de abril de 2010

O ALVO SUPREMO



Ó homem, ó meu irmão, tem fé em teu destino, pois ele é grandioso.
Nascestes com faculdades incultas, com aspirações ilimitadas, e a eternidade lhe é dada para desenvolveres umas e satisfazeres outras.
Engrandecer-te de vida em vida, esclarecer-te pelo estudo, purificar-te pela dor, adquirir uma ciencia cada vez mais vasta, qualidades sempre mais nobres: eis o que te está reservado.
Deus fez mais, ainda, em teu beneficio: concedeu-te os meios de colaborares em sua obra imensa; de participares na lei do progresso sem limites, abrindo vias novas a teus semelhantes, elevando teus irmãos, atraindo-os a ti, iniciando-os nos esplendores do que é verdadeiro e belo, e nas sublimes harmonias do universo.
O progresso das almas e dos mundos não será a realização dessa obra?
Esse trabalho gigantesco, fértil em gozos, não será preferível a um repouso insipido e estéril?
Colaborar com DEUS!
Levar a efeito em tudo e por toda parte o bem, a justiça!
Que poderá haver de maior, de mais digno para o teu espirito imortal?
Ergue pois o tu olhar e abraça as perspectivas de teu futuro infinito!
Recolhe deste espetáculo a energia necessária para afrontar os vendavais e as tormentas mundanas.
Caminha, valente lutador!
Transpõe as escarpas que conduzem ás sumidades designadas sob os nomes de virtude, dever e sacrifício.
Não te entretenhas pelo caminho a colher florezinhas das moitas, ou a divertir-te com coisas pueris.
Avante e sempre avante!
Vês, nos céus esplêndidos, esses astros reluzentes, esses sóis inumeráveis arrastando, em suas evoluções, prodigiosos cortejos brilhantes de planetas?
Quantos séculos acumulados não foram precisos para formá-los!
Quantos outros séculos não serão necessários para dissolvê-los?
Pois bem, dia virá em que todos esses focos se extinguirão, em que todos esses mundos gigantescos deverão desaparecer para dar lugar a novas esferas, a novas famílias de astros emergindo das profundezas abismais.
O que vês hoje não perdurará.
O sopro do infinito varrerá para sempre a poeira desses mundos gastos; mas tu, tu viverás sempre, prossegindo a eterna jornada no seio de uma geração renovada incessantemente.
Que serão pois para tua alma purificada, engrandecida, as sombras, os cuidados da época presente?
Acidentes efêmeros da viagem não deixarão em nossa memória senão tristes ou doces lembranças.
Diante dos horizontes infinitos da imortalidade, os males do presente, as provas suportadas, serão como névoa fugaz no meio de um céu sereno.
Considera portanto, no seu justo valor as coisas terrenas.
Sem dúvida, não deverás desdenhá-las, porque são necessárias ao teu progresso; a tua missão é a de contribuir para o seu aperfeiçoamento, melhorando-te a ti mesmo; mas não prendas exclusivamente nelas a tua alma, e busca antes de tudo os ensinos que em si contiverem.
Graças a eles, compreenderás que o alvo da vida não é de gozos ou venturas, mas o aperfeiçoamento por meio do trabalho, do estudo, do cumprimento do dever inerente á alma, personalidade esta que encontrarás além do túmulo, tal como tu mesmo a trabalhaste nesta existencia terrestre.

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Do livro O porquê da vida de Léon Denis
Editora FEB

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

OS BENS TERRENOS



O Planeta Terra, com todos os seus encantos, é na verdade,
patrimônio de cada um de nós.

Certa vez li no párachoque de um caminhão a seguinte frase: “Não
sou dono de tudo o que existe, mas sou filho do dono”.

De fato, toda a imensidão do planeta e mais o universo inteiro,
pertencem ao nosso Pai, Deus de Amor ede Bondade.

Como seus filhos, Ele faculta a nós o uso amplo e irrestrito de todos
esses bens, desde que o façamos com equilíbrio e critério.

O homem tem usado essafaculdade que recebeu do Criador de
maneira irresponsável, poluindo edestruindo um patrimônio que
não lhe pertence e do qual, um dia, terá de prestar contas.

Além desses bens, patrimônio comum de toda humanidade, o ser
humano procura acumular a posse debens terrenos, buscando
cada vez mais possuir coisas materiais e um grande número
de coisas inúteis edesnecessárias à sua felicidade.

Na realidade o homem necessita apenas a quantidade capaz de lhe
proporcionar uma vida digna e com conforto.

Ter bens em excesso é atitude que produz desequilíbrio, uma vez que
há milhões e milhões de pessoas que não têm o mínimo necessário e que
vivem em condições precaríssimas.

Aplicar o excesso do poder aquisitivo em ações que proporcionam o
progresso do planeta e o oferecimento de empregos a quem precisa é a
melhor forma, pois o crescimento econômico que visa tão somente a
conquista de bens não proporciona felicidade a ninguém.

Todos os bens que acumulamos vão se acabar um dia e em nossa partida
para o plano espiritual a que todos estão sujeitos não levaremos nada conosco.

Até o nosso corpo físico é patrimônio divino, que nos foi emprestado
por Deus e que na realidade temos que devolver, pois somos
apenas seus usufrutuários temporários.

Usemos todo esse imenso e maravilhoso patrimônio que nos rodeia, de
maneira equilibrada e consciente, e procuremos adquirir os bens
que nos forem necessários, sem o consumismo exagerado de
nosso tempo, pois a felicidade não depende de posses.


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Retirado do Boletim GEAE (Grupo de Estudos
Avançados Espirita) nº 541
Autor Ary Brasil Marques


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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

GANHANDO RESISTENCIA



Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.

Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.

Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que seu grupo alcance a segurança ideal.

Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.

Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais e observará quanta simpatia virá ao seu encontro.

Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.

Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.

Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.

Tolere um tanto mais as intrigas que, por ventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.

Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.


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Do livro Respostas da Vida  -  Chico Xavier/André Luiz


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domingo, 10 de janeiro de 2010

A MÁGOA



No nosso estágio evolutivo e no mundo em que vivemos, são muito normais os problemas que com certeza aparecerão, nos encontramos em vários estágios diferentes de evolução até mesmo dentro de nossa própria família, e é claro no trabalho, amigos e vizinhos.
Normal então aparecerem as diferenças de gostos, raciocínio, habilidades, e inclusive caráter.
Com base nisso certamente aparecerão as discussões e as discordancias acerca das mais diversas coisas, assuntos e situações.
Aquele que está um nível acima do outro teria por obrigação entender e relevar certas atitudes dos que ainda não estão no mesmo patamar, nos avisam os espiritos, que devemos olhar para eles como irmãos que precisam de compreensão e ajuda para trilharem o caminho já trilhado por nós.
Mas sabemos que na prática as coisas não funcionam bem assim, e que as vezes acabamos por nos desentender e até a discutir com alguém por determinada coisa.
Caso isso venha a ocorrer devemos ter em mente que quando nos desentendemos, falamos (ou ouvimos) algumas verdade não podemos deixar que isso se torne em mágoa ou rancor, e passado aquele momento, no minuto seguinte tem que estar tudo bem.
Imagine a seguinte situação: você se desentende com sua esposa (marido), filho, pais, amigo ou vizinho e termina por "virar a cara" para aquela pessoa.
A pessoa sai da sua presença e vai embora, horas ou dias depois você recebe a notícia de que aquela pessoa se acidentou vindo a falecer.
Com certeza você sentirá um peso enorme em sua consciencia, pensará: poxa eu me desentendi com ele e não tive tempo de reatar as relações, mas se você tivesse no minuto seguinte dito que estava tudo bem e não guardado nenhuma mágoa ou rancor, com certeza você não ficaria depois com aquele sentimento de culpa.
Se não nos entendermos na hora do fato, pode ser que depois não tenhamos tempo para isso.
Quantas vezes vemos em um velório parentes dizendo que não falava com o falecido a anos, pessoas desconsoladas pois não "tiveram tempo" de voltarem a se falar.
Precisamos aprender a ouvir certas coisas e não nos melindrarmos, e quando falarmos para os outros certas verdades, sabermos falar sem ofender, que seja com amor, para ajudar e unir, nunca para separar ou simplesmente tornar público o defeito do outro.
Além do mais todos os que carregam mágoas consigo, chamam para perto de si espiritos na mesma situação, que podem interferir em nossas vidas através da intuição para o mal, e pior ainda pela obssessão, sempre nos influenciando a piorar a situação.
Sendo assim o melhor é termos um termômetro para todas as situações, ou seja, o momento certo de parar toda discussão, e caso não conseguir, pelo mesmo amenizar ao término do desentendimento mostrando para a outra parte envolvida que de sua parte está tudo bem, e que não resta nenhuma mágoa ou ressentimento, mas é claro que isso só tem validade se for verdadeiro, do fundo do coração.
Fazendo assim  não teremos do que nos arrepender no dia de amanhã.
Pensemos nisso, e coloquemos em prátira em nossas vidas.


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PJC


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sábado, 2 de janeiro de 2010

REALMENTE




A tempestade espanta.
Entretanto, acentuar-nos-á a resistência,
se soubermos recebê-la.
*
A dor dilacera.
Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se
buscarmos aproveitá-la.
*
A incompreensão dói.
Contudo, oferece-nos excelente
oportunidade de compreender.
*
A luta perturba.
Todavia, será portadora de incalculáveis
benefícios, se lhe aceitarmos o concurso.
*
O desespero destrói.
Diante dele, porém, encontramos ensejo
de cultivar a serenidade.
*
O ódio enegrece.
No entanto, descortina bendito horizonte
à revelação do amor.
*
A aflição esmaga.
Abre-nos, todavia, as portas da
ação consoladora.
*
O choque assombra.
Nele, contudo, encontraremos
abençoada renovação.
*
A prova tortura.
Sem ela, entretanto, é impossível
a aprendizagem.
*
O obstáculo aborrece.
Temos nele, porém, legítimo produtor
de elevação e capacidade.
 
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Francisco Cândido Xavier - Agenda Cristã - pelo Espírito André Luiz
 
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sábado, 7 de novembro de 2009

INTELIGENCIA ESPIRITUAL


Você é espiritualmente Inteligente?

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual colectiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes.
Formada em física pela Universidade Harvard , com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela actualmente lecciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português. Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.
Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.
Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos actos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efectivos.
Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.
É uma inteligência que nos impulsiona.
É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor.
O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida.
É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas acções.
De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas.
É uma área ligada à experiência espiritual.
Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.
Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico.
Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual.
Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.
Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento.
Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.
A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular.
Implica trabalhar com os limites da situação.
Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções.
Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afectam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um génio se não soubesse lidar com as emoções.
A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o QS ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10.Têm compaixão
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O HOMEM NO MUNDO



"Sejam, pois, vocês outros, perfeitos, como perfeito é o Pai celestial” .
Jesus (Mateus, 5:48)


Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos.
Pois, purifiquem os seus corações; não permitam que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevem oseu espírito àqueles por quem chamam, a fim de que, encontrando em vocês as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em suas almas e dê frutos de caridade e justiça.Todavia, não julguem que,exortando-se incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos que vivam uma vida mística, que os conserve fora das leis da sociedade onde estão condenados a viver. Não; vivam com os homens da sua época, como devem viver os homens.
Sacrifiquem às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrifiquem com um sentimento de pureza que as possa santificar.
São chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choquem a nenhum daqueles com quem estiverem.
Sejam joviais, sejam ditosos, mas seja a sua jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a sua ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
A virtude não consiste em assumirem aspecto severo e fúnebre, em repelirem os prazeres que
as suas condições humanas os permitem.
Basta que reportem todos os atos da sua vida ao Criador que a deu a vocês; basta que, quando começarem ou acabarem uma obra, elevem o pensamento a esse Criador e lhe peçam, num arroubo d’alma, ou a sua proteção para que obtenham êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluíram.
Em tudo o que fizerem, elevem à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de suas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
Como disse o Cristo, a perfeição está toda na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior.
Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse isolado.
Unicamente no contato com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la.
Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.
Não imaginem, portanto, que, para viverem em comunicação constante conosco, para viverem sob as vistas do Senhor, seja preciso que se torturem e se cubram de cinzas.
Não, não, ainda uma vez dizemos sejam ditosos segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na sua felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer-se vele o semblante dos que os amam e dirigem.
Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa.


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Um Espírito Protetor
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec – Cap. XVII, Item 10)


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sábado, 17 de outubro de 2009

A CARIDADE

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A caridade é muito maior que a esmola.
Ser caridoso é ser profundamente humano e aquele que nega entendimento ao próximo pode inverter consideráveis fortunas no campode assistencia social, transformar-se em benfeitor dos famintos, mas terá de iniciar, na primeira oportunidade, o aprendizado do amor cristão, para ser efetivamente útil.
Calar a tempo, desculpar ofensas, compreender a ignorancia dos outros e tolerá-la, sofrer com serenidade pela causa do bem comum, ausentar-se da lamentação, reconhecer a superioridade de onde se encontre e aproveitar-lheas sugestões é exercer o ministério sagrado da divina virtude.
A caridade é a virtude sublime que salva, aprimora, enaltece e aperfeicoa.
É o prórprio Jesus, de braços abertos, induzindo-nos á renúncia de nós mesmos para que prevaleça a Divina Vontade.
A caridade é a luz da Vida Superior, cujos raios constituem a saúde e a alegria da alma, na condição de terapia divina.
Antes, porém, da caridade que se manisfesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não podemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos.
Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no evangelho.
É a caridade de vivermos verdadeiramente nele para que ele viva em nós.
Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso beneficio, espalhar notáveis obras de pedra, mas dentro de nós mesmos nos instantes de supremo testemunho na fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos de luz.
Caridade é servir sem descanso, ainda mesmo quando a enfermidade sem importancia te convoque ao repouso; é cooperar espontaneamente nas boas obras, sem aguardar o convite dos outros; é não incomodar quem trabalha; é aperfeicoar-se alguém naquilo que faz para ser mais útil; é suportar sem revolta a bílis do companheiro; é auxiliar os parentes, sem reprovação; é rejubilar-se com a prosperidade do próximo; é resumir a conversação de duas horas em três ou quatro frases; é não afligir quem nos acompanha; é ensurdecer-se para a difamação; é guardar o bom humor, cancelando a queixa de qualquer procedencia; é respeitar cada pessoa e cada coisa na posição que lhes é própria.
A caridade é o balsamo que consola todas as dores; o manto que tapa toda a nudez; o auxílio que socorre toda a miséria; o pão que mitiga toda a fome; a água que sacia toda a sede; a luz que ilumina toda a treva; a força que anima toda a fraqueza; o sentimento que penetra todos os corações; a riqueza ao alcançe de todos os mendigos.

"Filhos, a estrada real para DEUS chama-se Caridade."


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Fontes:
*Lázaro Redivivo - Irmão X
*Relicário de Luz - Autores diversos
*Encontro Marcado - Emmanuel
*Vinha de Luz - Emmanuel
*O Espirito da Verdade - Autores diversos
*Cartas e Crônicas - Irmão X
*Do País da Luz - Diversos autores


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PJC


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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

DARWIN: EVOLUCIONISMO X CRIACIONISMO

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Darwin elaborou a teoria do Evolucionismo, onde assevera que as espécies vivas têm uma origem comum, evoluem e se adaptam, concluindo que o homem é a evolução do macaco, dos quais descendemos.
Esta teoria, hoje amplamente aceita cientificamente, choca-se frontalmente com os escritos bíblicos da Gênesis, que diz que o homem foi criado por Deus na pessoa de um único ser: Adão, e que dele criou Eva, e que ambos povoaram o mundo a partir de aproximadamente 5.800 anos atrás.
Pela teoria de Darwin, o inicio da vida no planeta partiu do aparecimento de animais unicelulares vivendo nas águas dos mares, que foram evoluindo para animais multicelures, e destes para animais mais complexos, passando pelos invertebrados, pelos répteis, anfíbios, animais ovíparos, mamíferos, até chegar ao bicho homem.
Os religiosos de todos os matizes que baseiam suas crenças na Bíblia, notadamente os cristãos tradicionalistas, não aceitam esta teoria, e tentam de todas as formas anatematizar a Darwin.
Em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, procuram inclusive impedir que a teoria da Origem das Espécies seja ensinada nas escolas.
Alguns mais radicais alegam que Darwin procurou matar a Deus, tirando dele o status de criador do Universo.
Julgamento apressado e injusto, próximo ao fanatismo religioso.
Ora, Darwin está certo, e os que acreditam no criacionismo também tem a sua parcela de razão no assunto.
O que falta a ambos é uma chave que una ambas as informações.
O Espiritismo trouxe ao mundo esta chave, na publicação do O Livro dos Espíritos, publicado em 1857, curiosamente dois anos antes da publicação do livro de Darwin A Origem das Espécies em 1859.
No capitulo III do livro I, nas perguntas 43 a 49 (Formação dos seres vivos), e nas perguntas de 50 a 54 (Povoamento da Terra. Adão; e Diversidade das Raças Humanas), encontramos as respostas dos espíritos esclarecendo de forma racional o aparecimento da vida no planeta.
Por essas respostas se verifica que Darwin concluiu acertadamente.
O aparecimento da vida na terra se deu da forma como Darwin explicou, mas isso não quer dizer que Deus esteja fora disso.
Ora, a teoria de Darwin já encontra um mundo formado e apropriado ao aparecimento da vida. Os germens da vida já estavam presentes nos elementos da natureza, e mesmo as leis que regem os desenvolvimentos celulares já estavam plasmadas.
E tudo isto existia por quê? Porque Deus, criador de todas as coisas os fez.
Aí está a união das duas teorias – Criacionismo e Evolucionismo.
Deus criou todas as coisas, mas as fez de forma que evoluíssem gradativamente, racionalmente, do mais simples ao mais complexo, com o auxilio do tempo.
Darwin não está contra Deus, nem Deus está contra Darwin.
Este fenomenal naturalista inglês apenas desvendou para o mundo cientifico a forma como Deus cria no nosso planeta.
E os espíritos corroboraram essas afirmativas do cientista nas respostas do O Livro dos Espíritos citadas acima.
Errado é tentar manter a crença numa alegoria Bíblica, que passou uma informação aos homens de sua época, de acordo com a capacidade de entendimento que possuíam, e na medida dos seus rudimentares conhecimentos das ciências, mas que as pessoas ainda hoje as tomam ao pé da letra, ignorando a lógica e a razão, e principalmente procurando ignorar os achados arqueológicos que confirmaram a presença da criatura humana a cerca de quatro milhões de anos atrás, podendo este numero ser aumentado, caso seja achado um outro fóssil anterior a este.
Bem, como a presença de seres humanos foi atestada pela ciência a quatro milhões de anos atrás, como ainda acreditar que todos nascemos de Adão há apenas 5.800 anos atrás?
Existem outras pessoas que independente das questões dogmáticas religiosas, se chocam com a idéia de que seus ancestrais foram animais, os macacos.
Eles se acham superiores e indignos de serem apresentados como descendentes de primatas irracionais.
Aí também falta a essas pessoas a chave do Espiritismo.
Conhecessem elas as leis naturais trazidas pela Doutrina Espírita, que esclarecem que todos somos criados simples e ignorantes e que todos evoluímos de espécies mais simples para as mais avançadas, não se chocariam, e conseguiriam compreender e aceitar.
A chave é a reencarnação.
Nos livros da doutrina, aprendemos que a evolução do ser se processa desde os elementos mais simples, passando pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal, e que o ser ainda prossegue evoluindo por milhares de reencarnações até dispensar a vida em corpos físicos, passando daí a evoluir apenas na vida espiritual, por toda a eternidade, pois a evolução não retrocede e não cessa nunca.
Então fica fácil entender a nossa atual situação.
Pelo mecanismo da reencarnação passamos de seres simples, irracionais, ignorantes para seres cada vez mais evoluídos, consoante nosso esforço em avançar.
Se hoje somos seres racionais já muito evoluídos em relação aos homens da caverna, é porque elaboramos a nossa evolução e aprimoramento através dos séculos e milênios, nascendo e renascendo muitas vezes.
Nada mais simples e lógico, não acham?
*
Retirado da Newsletter Luz Espirita
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AFLIÇÕES

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“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a
sua cruz e siga-me”. Jesus (Marcos, 8:34)
No estudo do versículo acima, vamos nos ater à recomendação de Jesus:
“Tome a sua cruz e siga-me”.
A cruz, no plano físico, são as dificuldades, as aflições, os sofrimentos, enfermidade, o
degrau social, o parente infeliz; problemas
de relacionamento, carências financeiras, desemprego etc.
Considerando que o Espírito reencarna para evoluir, para desenvolver suas potencialidades, é natural o trabalho, a luta, a dificuldade, pois é assim que se exercita e se desenvolve.
Do contrário, acomodar-se-ia. É o que ocorre com o aluno na escola, ou com o esportista na prática de seu esporte preferido. Tem que lutar muito para fazer
progressos na atividade a que se dedica.
Não é só no plano físico que experimentamos aflições.
No plano espiritual isto também ocorre.
Lá – informam os instrutores espirituais – a cruz é a vergonha do defeito
íntimo não vencido; a expiação da culpa; saber que ainda não se é feliz por
falta de experiências e vivências no Bem.
Na Terra, a existência é uma luta constante.
Em todas as fases da vida, desde a infância, a adolescência, a mocidade, a
madureza até a velhice, cada etapa tem suas belezas,
o lado bom, mas tem as dificuldades, os desafios. Podemos receber os desafios e
dificuldades como lições, recursos educativos que a Providência
Divina nos confia, a favor do nosso crescimento, e podemos (e é o
que geralmente se faz), considerá-los como aflições, dor, sofrimento simplesmente.
A Doutrina Espírita nos esclarece que a dor é processo; a perfeição é fim.
A finalidade do sofrimento é o aperfeiçoamento espiritual.
Aceito este princípio, haverá melhores condições para superar as dificuldades, pois
que tem um fim útil: nossa evolução espiritual e,
consequentemente, a felicidade que almejamos.
Sim porque a felicidade que buscamos não está fora de nós, naquilo que
detemos, e sim no nosso íntimo, no despertamento espiritual.
Nesta ordem de raciocínio, como caminheiros da evolução, cada qual tem a sua
cruz, com o fim de resgatar dívidas do passado, ou de nos levar a experiências, a
aprendizados com vistas a conquista de mais sabedoria e amor.
A causa de nossas aflições está em nós mesmos.
Podemos, no passado, ter agido em desacordo com a lei e estamos na oportunidade
de resgatar a dívida; ou porque carecemos crescer, subir as escadas
do progresso, precisamos enfrentar as provações, as dificuldades
para conseguir o desejado crescimento.
Quando o ser adquire consciência de sua própria responsabilidade, busca
sua melhoria íntima. Procura se conhecer; corrigir suas imperfeições, sanar os pontos falhos. Sabe que vive as situações que ele mesmo criou, ao longo do tempo.
Colhe o que planta. Não procura culpar outras pessoas.
De um modo geral, as pessoas acham que não são felizes por causa de outros.
O patrão culpa o empregado; este culpa àquele; a mulher responsabiliza o marido e este se queixa da esposa. Culpamos a economia, o governo, enfim todos são culpados, menos
nós. Enquanto agimos assim, nos movimentamos à feição de semi-racionais.
Resolvemos um problema, criando outro.
Faz lembrar a lenda mitológica do deus grego, Sísifo que tinha a peculiar
qualidade de resolver seus problemas criando outros problemas.
Certa feita, diante de uma de suas trapalhadas, lhe foi determinado, como
punição, rolar uma pedra, montanha acima. Quando chegasse
ao pico do monte seu problema estaria solucionado.
Aceitou a decisão, pois tinha a eternidade pela frente.
Rolaria a pedra e quando a colocasse no local determinado estaria livre.
Mas, para sua surpresa, quando chegou ao pico do monte, a pedra
lhe escapou do controle e rolou montanha abaixo, voltando à base.
Diz a lenda que ele permanece até hoje, rolando a pedra,
tentando colocá-la no pico da montanha.
Estudiosos do psiquismo humano nos afirmam que não existe uma
realidade exterior, fixa, igual para todos.
Cada um percebe as pessoas e as situações conforme sua capacidade de percepção.
Cada um vê os outros e o mundo pelas lentes dos olhos do seu mundo íntimo.
Só vemos o que conhecemos, o que já temos sensibilidade e capacidade para compreender.
Daí a afirmativa de André Luiz: “À medida em que melhoramos, tudo
melhora em torno de nós”. As pessoas e situações externas podem continuar sem grandes modificações, mas se a pessoa se modifica, interiormente, para melhor, passa
a sintonizar com a parte melhor das situações e das outras pessoas.
Para ela, tudo mudou realmente.
Acordando para a necessidade da paz consigo mesmo, o ser toma a cruz que lhe
cabe ao próprio burilamento, e busca seguir Jesus, superando suas aflições.
Fonte: Verdade e Luz, edição nº 195 – Abril de 2002
(Retirado do site OSGEFIC)

sábado, 5 de setembro de 2009

A INTELIGENCIA

*


*


Não sejam soberbos pelo que sabem, pois esse saber tem limites muito
estreitos no mundo em que habitam.

Suponhamos que sejam sumidades em inteligência neste planeta:
vocês não têm nenhum direito de se envaidecer.

Se Deus, em seus desígnios, os fez nascer num meio onde

pudessem desenvolver a sua inteligência, é que quer a utilizem para o bem de
todos; é uma missão que ele lhes dá, pondo-os
nas mãos o instrumento com que possam
desenvolver, por sua vez, as inteligências retardatárias e
conduzi-las a ele.

A natureza doinstrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se?
A enxada que o jardineiroentrega a seu ajudante não mostra a este último
que lhe cumpre cavar a terra?

Que diriam, seesse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a
enxada para ferir o seu patrão?

Diriam que isso seria horrível e que este merece exclusão.

Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que
se serve da sua inteligência para destruir a ideia de Deus e da Providência entre seus irmãos?

Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arar o terreno?

Tem ele direito ao salário prometido?

Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim?

E será, não duvidem, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações,
até que se curve diante d’aquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição
de ser bem empregada.

Se todos os homens que a possuem se servissem dela em conformidade com a
vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer a Humanidade avançar.
Infelizmente, muitos a tornam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos.

O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no
entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma
poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec – Cap. VII, Itens: 1 e 13)



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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lei do Trabalho a Lei da Evolução

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Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará.

É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos.

Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejoincessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta.

Pelas suas pesquisas, inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura.

Às necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual.

É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

Mas, bem pouca coisa é, imperceptível mesmo, em grande número deles, o progresso que cada um realiza individualmente no curso da vida.

Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma?

Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo.

Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar.

Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie àcivilização material e desta à civilização moral.

Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal.

Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás.

Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.

Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem na poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar.

Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram.

Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo.

Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar.


(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXV)
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domingo, 26 de julho de 2009

O Homem de Nazaré

Dificil tarefa esta de falar sobre Jesus, por mais que eu tente achar um adjetivo para defini-lo, não consigo, pois todos são incompletos para definir sua majestade.

Achamos vários nomes pelos quais tentam dar uma idéia sobre nosso mestre, como por exemplo: Cordeiro de DEUS, Estrela da manhã, Salvador, Messias, Mestre, Redentor, Senhor dos senhores, Rei dos reis, etc.

Mas nenhum deles consegue expressar com exatidão toda a sua sabedoria, humildade, santidade, o seu amor ao próximo, sua abnegação, perseverança, etc.

Nenhum outro conseguiu angariar tanta simpatia (dos humildes) e ao mesmo tempo tanto ódio (dos poderosos), alguns tentam colocá-lo como divindade, outros questionam sua missão e até sua santidade.

Quem curou? Quem libertou? Quem ensinou com tanto amor? Jesus Cristo!
Quem foi humilhado? Quem foi torturado? Quem foi crucificado? Quem dividiu a história? Jesus Cristo!

Alguém com tão difícil e sublime missão, exalando o doce perfume do amor, como poderemos defini-lo? Enviado de DEUS? Príncipe da paz?

Jesus é Amor, Paz, Luz, Caminho, Verdade e Vida.

Algumas definições de Jesus:

- "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus." (Allan Kardec)

- "no campo da Humanidade foi o único orientador completo, irrepreensível e inquestionável, que renunciou à companhia dos anjos para viver e conviver com os homens”. (Revista Reformador - jan/2005)

- "O Condutor e Modelo do Homem”. (Espírito de verdade)

- “Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino e por excelência o Médico Divino". (André Luiz)

- "Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino”. (Emmanuel)

- "o Cristo, o Filho de Deus vivo” (apóstolo Pedro)

Todos estão mais do que certos em suas definições, mas por mais que nos esforcemos para definir Cristo e sua grandeza, creio que sempre ficaremos a dever para aquele que segundo Emmanuel muito antes de sua aparição na Terra, ele mesmo a havia arquitetado, sendo denominado por ele de Divino Escultor no livro A caminho da luz.

“A tarefa Messiânica era sanear a Terra de suas iniqüidades, oferecer á humanidade diretrizes espirituais mais perfeitas e definitivas, redimir os homens e encaminhá-los para o seu reino divino de luzes e de amor e foi cumprida em todos os sentidos, não importando ao Divino Cordeiro os sofrimentos físicos e morais que suportou. Indicando os caminhos luminosos do amor e da paz universais, deixou ao mundo um legado eterno que é lei, não somente para a Terra, pequenina e retardada, mas para todo o Cosmo”. (Edgard Armond – livro O Redentor)

Este é o nosso mestre e guia Jesus Cristo nosso vocabulário é muito pobre para ter uma palavra que o defina á altura de sua grandeza e o seu valor para o mundo é inestimável!!!



PJC

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