O Brilhe a vossa Luz significa estimular o amor nos outros, porque em nós ele tem feito maravilhas; é inspirar humildade nos companheiros, pelo fato deles descobrirem em nossa conduta a coragem de sermos humildes; traduz-se na paz que ajudaremos a construir no próximo, a partir da que já se faz realidade em nosso íntimo; significa garantir a fé e a simpatia ao redor de nós pela vida convicta que levamos, com base nos valores abraçados como legítimos. (Vozes do Espirito)
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
PALAVRAS DE ESPERANÇA
Se não admites a sobrevivencia, depois da morte, interroga aqueles que viram partir os entes mais caros.
Inquire os que afagaram as mãos geladas de pais afetuosos, nos últimos instantes do corpo físico; sonda a opnião das viuvas que abraçaram os esposos, na longa despedida, derramando as agonias do coração, no silencio das lágrimas; informa-te com os homens sensíveis que sustentaram nos braços as companheiras emudecidas, tentando, em vão, renovar-lhes o hálito na hora extrema; procur a palavra das mães que fecharam os olhos dos próprios filhos, tombados inertes, nas primaveras da juventude ou nos brincos da infância...
Pergunta aos que carregaram um esquife, como quem sepulta sonhos e aspirações no gelo do desalento, e indafa dos que choram sózinhos, junto ás cinzas de um túmulo, perguntando por que...
Eles sabem, por intuição, que os mortos vivem, e reconhecem que, apenas por amor deles, continuam igualmente a viver.
Sentem-lhes a presença, no caminho solitário em que jornadeiam, escutam-lhes a voz inarticulada com os ouvidos do pensamento e prosseguem lutando e trabalhando, simplesmente por esperarem os supremos regozijos do reencontro.
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Se um dia tiveres fome de maior esperança, não temas, assim, rogar a inspiração e assistencia dos corações amados que te precederam na grande viagem.
Estarão contigo, a sustentarem-te as energias, nas tarefas humanas, quais estrelas no céu noturno da saudade, a fim de que saibas aguardar, pacientemente as luzes da alva.
Busca-lhes o clarão de amor, nas asas da prece, e, se nos templos veneráveis do Cristianismo, alguém te fala de Moisés, reprimindo as invocações abusivas de um povo desesperado, lembra-te de Jesus, ao regressar do sepulcro para a intimidade dos amigos desfalecentes, exclamando em transportes de júbilo: "A paz seja convosco".
Do livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel
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sábado, 10 de outubro de 2009
A DOR DA PERDA
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Chegamos para mais um dia de trabalho.
Todos já estavam prontos para assumirem seus postos.
Mas um colega não havia chegado ainda, estranho ele não era de se atrasar.
Várias ligações foram feitas para o seu celular que chamava, chamava e a
resposta não vinha.
O alô esperado de nosso colega não veio, pois ele já havia nos deixado, já não
estava mais entre os vivos, já fazia parte do outro plano.
Perdemos um amigo vitimado pela violencia que cresce mais e mais a cada dia
e nos deixa tão assustados e preocupados com cada um dos nossos.
Perdemos um amigo vitimado pelo seu sonho, uma moto, que tanto trabalhou
para obtê-la, mas aqueles que acham mais fácil tirar a força o que os outros tanto
lutaram para ter, tiraram-lhe a vida e os sonhos.
Perdemos um amigo, um profissional que sempre nos recepcionava com um sorriso
e sempre falava e agradecia a DEUS por tudo.
Quantos elogios a ele em meio as lágrimas da despedida, elogios ao marido, ao pai, ao
filho, ao irmão, ao vizinho, ao amigo, ao profissional que ao que nos parece cumpriu
com todas essas obrigações com maestria deixando assim um legado digno de ser seguido.
Siga em paz amigo, siga em paz irmão!
Tenho a certeza que você foi recepcionado pelos anjos, o seu corpo descansou, mas seu
espirito continuará o trabalho pelo bem e pela paz, continuará a trilhar a evolução no
caminho que conduz ao Pai Celestial.
Siga em paz o seu caminho irmão com a certeza da missão cumprida!
Vai com DEUS, Correia!!!
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PJC
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sábado, 8 de agosto de 2009
O Medo da Morte

O temor da morte é um efeito da Sabedoria Divina e uma consequencia do instinto de preservação comum a todos os seres viventes, ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura.
De um lado existe o medo de morrer e não saber o que vem depois da morte, um verdadeiro enigma para aqueles que pouco ou nunca buscaram informações sobre a vida após a morte, e se questionam: acabará tudo? será como que um sono eterno? nunca mais terei consciência de mim? será só escuridão? nunca mais verei ninguém?
De outro lado há um medo devido as informações e a formação religiosa que desde a infância e no decorrer dos anos posteriores tivemos de um DEUS vingativo, cruel, castigador que deixa os pecadores perecerem para sempre nas profundezas do inferno ardendo nas chamas que nunca se apagam.
A medida que o homem sente a necessidade de buscar um raciocínio mais lógico a respeito desse assunto ele começa a compreender melhor a vida futura, o temor da morte vai diminuindo aos poucos até sumir, conforme vai se aprofundando no assunto.
Quando é esclarecido que aqui na Terra temos uma curta passagem para aprendizado, expiação, provação ou missão (espíritos elevados) e que a vida não termina com a morte, que somente o corpo físico é aniquilado e que o espírito não morre, ele passa a encarar a morte apenas como uma transição que faz parte de sua existência.
A doutrina espirita desnuda totalmente a vida futura, uma vez que ela não é fruto da imaginação ou da concepção de nenhum homem, e sim de espíritos que como nós já viveram e agora desencarnados vem nos explicar a vida futura.
Aí então os vemos vivendo na felicidade ou não, nos diversos graus da escala espiritual, e tomamos conhecimento de todos os seus afazeres de acordo com suas elevações morais e intelectuais adquiridas nas existências corporais.
Eis o motivo pelo qual os espíritas encaram a morte com naturalidade e serenidade, já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta.
"À proporção que o homem compreende melhor a vidafutura, o temor da morte diminui; uma vez esclarecida asua missão terrena, aguarda-lhe o fim calma, resignada eserenamente.
A certeza da vida futura dá-lhe outro curso às idéias, outro fito ao trabalho; antes dela nada que se não prenda ao presente; depois dela tudo pelo futuro sem desprezo do presente, porque sabe que aquele depende da boa ou da má direção deste.
A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte, de reatar as relações que tivera na Terra, de não perder um só fruto do seu trabalho, de engrandecer-se incessantemente em inteligência, perfeição, dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrestre. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra, onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser, no presente como no futuro." (Livro O Céu e o Inferno - Allan Kardec)
Saber que a vida futura é a continuação da vida terrena, os motivos dessa confiança decorrem dos fatos testemunhados e analisados com o uso da razão e da lógica, que estão em total concordância com a justiça, bondade e misericórdia que são peculiares a DEUS.
Se você viver aqui na Terra uma vida de retidão, abnegação, amor ao próximo e num enorme esforço para dizer não as vicissitudes da vida, assim como os espíritas não terá o que temer em razão da morte, colheremos lá o que aqui plantarmos.
Não restando mais dúvidas sobre o futuro (que depende exclusivamente de nós) desaparece o temor da morte, encara-se a sua aproximação com naturalidade e até com alegria (assim como o cárcere no dia da sua libertação), bem como um dia sucede o outro, como quem aguarda a libertação pela porta da vida.
Sabendo que reencontraremos aqueles que antes de nós partiram e que tanta falta nos fazem, mas que enquanto o momento não chega estão sempre ao nosso lado, nos auxiliando e torcendo por nós.
Qual o medo que resta da morte?
PJC
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