Mostrando postagens com marcador Amor ao próximo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor ao próximo. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de novembro de 2010

BENEFÍCIOS PAGOS COM A INGRATIDÃO




Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?


Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus.
Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento.
Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu.
Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.
Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão.
Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago.
Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.
E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará.
Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros.
Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo.
Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor.
Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde.
Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.
Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele.

Guia protetor. (Sens, 1862.)

*

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita

*

domingo, 14 de novembro de 2010

RELIGIÃO CÓSMICA DO AMOR


Toda crença religiosa que se firma no amor é digna de respeito e carinho.
O objetivo essencial da fé religiosa é dignificar a criatura humana, tornando-a melhor moralmente e preparando-a para desenvolver os valores espirituais que lhe dormem no íntimo.
Em razão do mergulho na matéria, o espírito aturde-se, e quase sempre olvida os compromissos assumidos na Espiritualidade, deixando-se comandar pelas manifestações do instinto que o ajudaram nos períodos remotos da evolução, mas que foram suplantados pelo discernimento e pela consciência, permanecendo somente aqueles que preservam a vida e dão sentido existencial.
Na neblina carnal, no entanto, a predominância da matéria, como é compreensível, dificulta o discernimento a respeito da finalidade da reencarnação, facultando que os sentidos físicos se direcionem para o prazer, para o gozo, para a satisfação das necessidades biológicas.
A consciência, no entanto, trabalha pela eleição do significado existencial, do equilíbrio emocional, do bem estar espiritual, alargando os horizontes da percepção para as conquistas relevantes e significativas que acompanharão o ser após o seu inevitável decesso tumular.
Por esses motivos, entre outros, a necessidade de uma religião que se expresse em lógica e praticidade, destituida dos aparatos e das fantasias, dos interesses sórdidos do comportamento material, faz-se imprescindível para enriquecer os seres humanos de beleza e de harmonia.
Isto porque a conquista da lógica, no longo roteiro evolutivo, impõe a necessidade de compreender-se tudo quanto se deseja vivenciar, a fim de constatar-se a sua resistência frente à razão em qualquer circunstâncias.
Assim sendo, não há mais lugar para qualquer tipo de crença religiosa que se apresente com manifestações totalitárias, eliminando a capacidade do crente de pesquisar, de aceitar ou não os seus postulados, sendo-lhe exigido crer sem entender.
É certo que ainda surgem segmentos religiosos fundamentados no fanatismo, geradores de lutas e intolerâncias, tentando impor-se pela força dos seus dirigentes políticos ou de outra espécie, mas não pela sua estrutura racional e profunda.
Naturalmente, ante o impacto do progresso, aqueles que lhes aderem ao comportamento, logo desenvolvem o senso  da razão e os abandonam, isso quando não lhes permanecem vinculados pelos frutos apodrecidos dos interesses materiais que lhes rendem prestígio, poder e recursos econômicos.
Nesse caso, sendo destituídas do sentimento do amor, de compreensão e de bondade, estando ausentes o respeito pelo próximo e pelo seu direito de acreditar naquilo que mais lhe convém e lhe felicita, essas estranhas doutrinas mais atormentam do que consolam, seduzindo grande fatia da sociedade que ainda permanece vitimada pelos atavismos, quando se fizeram poderosas e esmagaram aqueles que eram considerados adversários do comportamento enfermiço.
Foram essas religiões, trabalhadas pela força política e pelos impositivos da ignorância, que se encarregaram de afastar os fiéis das diretrizes do amor que conduz a Deus, abrindo espaço para os comportamentos agressivos e a revolta constante, facultando o desenvolvimento do materialismo e do niilismo, que lhes bloquearam a capacidade de crer e, por efeito, de abraçar os ideais de religação com a Divindade.
Nesse báratro, a misericórdia divina proporcionou à humanidade uma crença religiosa que atende perfeitamente ao mandamento maior e, ao mesmo tempo, conforta e tolera todos quantos não lhe dão guarida.
Trata-se do Espiritismo, que se fez a resposta eloquente do amor de Deus às criaturas ansiosas que lhe suplicavam diretrizes e oportunidade de crescimento, assim como de recursos pra a conquista da felicidade.
O Espiritismo, ademais de fundamentar-se no amor através da ação da caridade, é doutrina profundamente racional, que esclarece o aprendiz a respeito das razões da crença e da sua legitimidade, por estruturar-se na linguagem iniludível dos fatos.
Jesus, quando esteve na Terra, elegeu o amor como sendo a fonte de sabedoria e de iluminação mais poderosa que se pode conhecer.
Estabelecendo como essencial o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não renegou as crenças que predominavam na cultura de então, lamentando que as mesmas não possuíssem essa especial conduta, perdidas em aparências e cerimoniais que mataram o conteúdo essencial de que Moisés se fizera portador ao apresentar os Dez Mandamentos.
Neles estão inscritos, sem dúvida, os códigos éticos de alta magnitude, responsáveis pela ordem social e moral da humanidade, numa síntese que facultaria ao direito civil em muitos países fundamentar os seus postulados naquelas seguras regras de comportamento.
Jesus, complementando, porém, a propositura do amor, que de a sua doutrina se faz o reservatório inexaurível, transformou-o em código superior aos infelizes de todos os matizes, utilizando-se da ação da caridade como sendo a sua expressão mais elevada.
Todas as suas palavras fizeram-se revestir pelos sublimes exemplos, pelas ações, pelos fatos extraordinários que passaram à humanidade, confirmando-lhe o messianato, demonstrando ser ele o Embaixador de Deus, aquele que todos esperavam, mas preferiram não aceitar, porque ele feria de morte as paixões inferiores, os interesses mórbidos dos religiosos equivocados, que se compraziam em manter os crentes na ignorância, a fim de melhor explorá-los.
Por sua vez, ele sempre elucidava todos os enigmas que atormentavam as pessoas, explicando a necessidade do amor em todas as expressões: ao trabalho, ao dever, à família, ao próximo de toda procedência, mas acima de tudo ao Pai Criador.
Submeteu-se às arbitrariedades do poder temporal para demonstrar a sua fragilidade na sucessão dos tempos, especialmente diante da morte que a todos arrebata, modificando as estruturas do mundo e das próprias criaturas.
Jamais se permitiu ceder aos caprichos dos adversários da verdade, divulgando-a e vivendo-a nas situações mais ásperas e agressivas.
Com a sua visão superior, conhecia a fragilidade daqueles que se candidatavam ao ministério da sua palavra, tolerando-lhes a fraqueza moral, mas não anuindo com ela, de modo que anunciou O Consolador, que ele rogaria ao Pai enviar, a fim de que o rebanho não ficasse esparramado, sem diretrizes de segurança,  nos momentos difíceis do futuro que se apresentariam para a conquista da real felicidade.
E cumpriu a promessa, por ocasião do advento do Espiritismo.
O amor, realmente, deverá ser um dia a mais bela conduta, a mais significativa, a psicoterapêutica preventiva e curadora, tornando-se uma forma de religiosidade que fascinará a todas as criaturas.
Ao Espiritismo compete, portanto, o dever, através dos espíritas sinceros, de propagar os seus postulados, de divulgar as imorredouras lições do Evangelho, de demonstrar a excelência dos seus paradigmas, o alto significado de que se fazem instrumentos as comunicações espirituais, a magnitude da reencarnação, a convivência com o bem e a sintonia com o inefável amor de nosso Pai.
A Religião Cósmica do Amor, desse modo, no Espiritismo encontra o solo abençoado e fértil para apresentar-se e enflorescer-se, produzindo os frutos da felicidade a que todos aspiram, sem nenhuma desconsideração pelas demais que se fundamentem no Mandamento Maior, vivendo a tolerância e a caridade indiscriminadas.


*

Espírito Joanna de Ângelis (página pisicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 13 de Junho de 2010, em Londres, Inglaterra)
Publicada na Revista Reformador de Outubro de 2010


*

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O CRISTO VITORIOSO


"Estava ali um homem, enfermo havia trinta e oito anos"

Havia em Jerusalém um tanque chamado Betesda, que, periodicamente, adquiria propriedades curativas, depois que um Anjo, ou Espírito Superior, descia e lhe agitava as águas, magnetizando-as.
Quem entrasse primeiro, uma vez agitadas as águas, ficava curado de qualquer doença.
Era natural, e bem humano, que ali se reunisse uma multidão de enfermos, esperando o momento exato em que o Celeste mensageiro deveria agitar o tanque, em nome das forças do bem.
Bem humana, também, era a disputa que se verificava, um procurando antecipar-se ao outro, pois, como era notório, quem primeiro entrasse ficaria curado.
Entre os doentes, naquele dia, encontrava-se um homem acometido de paralisia havia trinta e oito anos.
Um paralítico no meio de dezenas de paralíticos.
Jesus passava na direção do templo, para as festividades israelitas.
Vendo aquele homem no auge da ansiedade, perguntou-lhe: Queres ser curado?
E, ante a melancólica explicação do paralítico, de que não podia caminhar, diz-lhe o Mestre: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
O episódio sugere inúmeras considerações.
É de se notar, em principio, a espontaneidade de Jesus, no interesse por aquele enfermo, cuja atitude não foi igual à de outras personagens beneficiadas pelo Senhor.
Bartimeu, por exemplo, o conhecido cego de Jericó, atraiu a atenção de Jesus com tremendo alarido: "Filho de David, tem misericórdia de mim", insistindo de tal modo que muitos o repreenderam.
E o Divino Amigo, compadecendo-se, restitui-lhe a visão corporal.
De outra vez, um homem coberto de chagas prostrou-se-lhe aos pés, suplicando: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me".
A mulher Siro-fenícia, cuja filha fora tomada por um espirito obsessor, pediu tanto a Jesus que a curasse, que os discípulos, irritados, rogavam ao Mestre: "Despede-a, pois vem chorando atrás de nós."
Mas Jesus, exaltando-lhe a fé, atendeu-a.
Com o paralítico do tanque das ovelhas, tudo se passou diferentemente, ele não reconhecera a Jesus, não lhe pedira que o curasse e não sabia que o Mestre por ali andava.
O que desejava, isso sim, era dar o mergulho salvador em primeiro lugar.
Ignorava que o Cristo podia curá-lo com um simples pensamento, com uma simples vibração, com um simples impulso de sua vontade.
Era paralítico e ninguém o conduzia ao tanque, eis a sua resposta, franca e sincera, ao ser interrogado por Jesus.
Por suas palavras, depreende-se que desejava apenas ajuda física: "Senhor, não tenho quem me ponha no tanque, quando a água é agitada, pois quando eu vou, desce outro antes de mim."
Houve então o gesto sublime, espontâneo, generoso, fraternal, divino...
"Levanta-te, toma o teu leito e anda."

O amor de Jesus transcende fronteiras, abrange o universo.
Limitado em suas expressões de fraternidade, pretende o homem, quase sempre, bitolar, medir, estereotipar o amor do Cristo, enclausurar-lhe a misericórdia, esquecido do:
"Tende por templo  -  O universo
Por imagem  -  Deus
Por lei  -  A caridade
Por altar  -  A consciência"
Situa-o, muita vez, entre as quatro paredes de uma igreja, de uma casa.
O fenômeno, contudo, é compreensivelmente humano e humanamente compreensível.
A irradiação do amor de Jesus envolve todos os seres que evolucionam nos círculos planetários e interplanetários, a não compreensão da excelsitude , da grandeza do Cristo reflete um grau evolutivo, traduz "uma visão".
Onde pulse um coração sincero, aí está Jesus, estendendo braços amigos, mãos generosas, como o fez com o doente do tanque.
Mesmo que esse coração ainda gravite noutros rumos evolutivos, polarizado por outras atrações, far-se-á Jesus presente, embora nem sempre possa ser percebido.
O que importa ao Cristo é curar, salvar, educar, restituir ao homem do mundo o que o homem do mundo perdeu: o endereço de Deus.

O paralítico de trinta e oito anos, simboliza o homem de boa vontade, o  homem que levou até o fim a sua cruz, o homem anônimo, cuja alma valorosa se esconde, muitas vezes num corpo imobilizado.
Retrata a multidão de aflitos que o mundo não conhece, mas que o percuciente olhar de Jesus alcança, cheio de amor.
O interesse do Mestre, restituindo-o á dinâmica da vida, representa confortadora retribuição a quantos perlustram com dignidade, os caminhos da Terra, arrostando dificuldades.
A cura do paralítico demonstra que a administração do mundo está, acima de tudo, com o Supremo Poder.
Revela que, dando a cada um segundo as suas obras, milhares de almas retomam a carruagem física, em processos de reajustes e aperfeiçoamento.
É que o Cristo permanece, vitorioso, no leme da embarcação terrestre, desde os primórdios da vida planetária, apascentando, com inexcedível ternura, as ovelhas que o Pai o confiou.


*

Do livro Estudando o Evangelho
de Martins Peralva

* 

terça-feira, 29 de junho de 2010

ESPIRITO ESPORTIVO


Um dos slogans mais conhecidos que definem a prática esportiva é aquele que diz: “Esporte é vida, esporte é saúde. Pratique esporte!”. E esta realmente é uma verdade inquestionável, uma vez que se trata de uma atividade que, feita de forma adequada, só traz benefícios para o corpo e a mente do ser humano.
Não se questiona também o poder educativo que o esporte traz em seu contexto. Ao praticarmos qualquer modalidade esportiva, mais importante do que a vitória são os ensinamentos de companheirismo, de respeito e de solidariedade que podemos aferir. É uma boa maneira de incutir, sobretudo, na cabeça das nossas crianças que, somente com o entrosamento com outros seres e o respeito às regras é que os objetivos serão plenamente alcançados.
Além do poder educativo, o esporte possui também uma grande carga social. Através dele, temos a possibilidade de unir povos, de juntar os desiguais, de dar rumo e sentido para a vida de muitas crianças e jovens que estão sem saber que caminho trilhar. São inúmeras entidades de assistência social, além de trabalhos desenvolvidos por prefeituras e governos estaduais, que usam a força do esporte para formar cidadãos, para tirar nossas crianças e jovens da marginalidade, do álcool e das drogas.
Ou seja, existe no esporte uma grande possibilidade de prestarmos, aqui na Terra, nossos deveres primordiais como espíritas, como seguidores desta doutrina consoladora e edificadora: a caridade e a busca da paz. Quantas vidas podem ser salvas com o esporte? Quantas crianças podem ser salvas das drogas, dos descaminhos, através de trabalhos exemplares pelo esporte? Quantas guerras podem ser evitadas e quantas vezes vemos a paz aflorar em tantos lugares através da prática esportiva?
Existem muitos exemplos de como o esporte pode superar fortes rancores. Na Copa do Mundo da França, em 1998, foi um marco de união e paz o jogo entre Estados Unidos e Irã, dois países notoriamente inimigos, mas que, naqueles 90 minutos de bola rolando, deixaram de lado suas diferenças em nome da paz e do espírito esportivo. Outro grande exemplo foi o famoso Santos, de Pelé, Coutinho, Pepe e companhia, que chegou até a parar uma guerra na África para que todos pudessem se encantar com a magia do futebol.
Entretanto, não se percebe no movimento espírita qualquer menção neste sentido. Não se vê que o esporte, a exemplo da música, da literatura e do teatro, pode ser também uma fonte de ensinamento das virtudes. Talvez porque ainda se veja o esporte apenas por seu aspecto competitivo, sem perceber que ele dignifica e enobrece o homem, que aflora no competidor sério e bem orientado o respeito e o amor ao próximo.


*

Retirado da Revista Cristã de Espiritismo, edição 81

*

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SEJA



Seja Fonte.
Fonte de água pura e cristalina.
Seja água abundante para quem tem sede de amor, de carinho.
De força, de apoio de diretriz.
Se você não tem nenhum motivo para ser feliz,
seja feliz por ser fonte.
Por ser procurado por aqueles que precisam de você.

Seja Porto.
Porto de chegada de almas cansadas,
Seja porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo,
E que precisam de um lugar tranquilo para descansar o fardo que carregam.
Para ser porto de chegada, abrace, afague, receba, dê boas vindas.

Seja porto de saída,
saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores, dos fracassos e decepções.
Partindo para uma vida melhor,
para isso, ajude, apóie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente.

Seja também porto seguro, para quem lhe ama e precisa de você.
Porto seguro para os amigos, para a família, para quem precisar.
Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo.
Se você não tem motivos para ser feliz,
seja feliz por ser porto,
para receber aqueles que procuram por você.

Seja Ponte.
Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu.
Para ser ponte,
compreenda, perdoe e deixe as pessoas passarem por você.
Para ser ponte,
esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta.
Seja a passagem e não o atalho,
Seja o caminho livre e não o pedágio.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser ponte.
Ponte significa união, ligação, laços de afeição.

Seja Estrada.
Estrada longa, gostosa de passear,
Estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar.
Seja estrada que guia,
Estrada que conduz a outros caminhos.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser estrada,
estrada dos peregrinos da vida, estes plantarão flores aos seus pés.
Seja estrada para os caminhantes do tempo,
estes regarão suas flores.
Seja estrada para os andarilhos do mundo,
estes poderão colhê-las, e sentir seu perfume.

Seja Estrela.
Seja a estrela que mais brilha no firmamento.
Seja a estrela inspiradora dos poetas,
Dos românticos e apaixonados.
Para ser estrela, ilumine os que lhe cercam,
distribua luz gratuitamente.
Seja estrela guia, estrela da sorte.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser estrela,
Por que as estrelas estão sempre no alto,
São soberanas porque guiam os navegantes.

Seja Chuva.
Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz.
Seja chuva que inunda os campos áridos, que molham os jardins, que dá vida a toda vegetação, e que faz transbordar os rios.
Se você não tem outro motivo para ser feliz,
seja feliz por ser chuva,
a chuva é sempre esperada,
Por que dela depende a continuidade de toda a humanidade.

Seja Árvore.
Árvore que dá frutos para quem tem fome.
Que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida.
Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos, que enfeitam os quintais.
Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser árvore.
Por que ser árvore é ter raízes sólidas e profundas.
É ter braços que se alongam, que se estendem...
É produzir flores para enfeitar a alma de alguém,
É ser forte e enfrentar temporais.
É ter suas folhas embaladas pelo vento,
É ser molhada pela chuva
E acalentada pelo sol, é fazer parte da criação.
Como um ser único.

Ser Fonte,
Ser Porto,
Ser Ponte,
Ser Estrada,
Ser Estrela,
Ser Chuva,
Ou ser Árvore,

É servir a Deus!


Autor Desconhecido.


Recebido do Blog espirita na Net


*

domingo, 3 de janeiro de 2010

O HOMEM BOM



Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei, que, alegando não lhe haver apreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
-  Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciencia admirável, o Senhor respondeu:
-  Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostraria ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
-  Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te segurança.
-  Imagina-te caído e desfalecente na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com o teu sofrimento.
-  Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
-  Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
-  Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciencia.
-  Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgencia dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
-  Imagina-te fatigado e intemperante e abserva quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silencio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
-  Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nestas circunstancias?
-  Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo.  
Explicou o interlocutor.
-  Então, repetiu Jesus com bondade,  segue adiante e faze também o mesmo! 


*


Do Livro Religião dos Espiritos - Chicio Xavier/Emmanuel


*

sábado, 5 de dezembro de 2009

O BEM QUE FALTA EM NÓS


Se pretendemos fazer um estudo sério acerca de aperfeiçoamento, devemos começar nos vigiando, buscando corrigir em nós mesmos tudo aquilo que nos é desagradável nos outros.
Ora se nos desagradamos de determinadas atitudes que nosso irmão tem para conosco, como pederemos ter em nós a aquela mesma atitude, mesmo sendo em menor grau?


Ouvimos quase que diáriamente muitas pessoas que falam mal de boca cheia sobre os desperdícios daqueles que detém em suas mãos a administração pública, mas no interior de seus lares vivem como se fossem verdadeiros reis, achando eles terem todo o direito de passar pela existencia terrestre cercados de todo o luxo e mordomias, sem se importarem com o sofrimento e miséria alheia.


Há também os que se apressam a emitir numerosas criticas contra as autoridades, imputando-lhes o serem desumanos, a crueldade os maus tratos com o povo, e eles próprios usam de tirania dentro de seu lar, para com esposa ou marido e filhos. Não é a mesma falha em proporções menores?


Quantos não maldizem as guerras entre as nações, mas em seu convívio familiar trata os seus com a maior truculencia parecendo uma fera? As feras que nos desculpem!!!


E com relação á pena de morte, o que dizer então? Muitos dão total apoio a ela, esquecendo-se que cometem "pequenos crimes" dentro de seus lares e até em suas atividades profissionais.


Aqueles que vivem criticando as autoridades por que esta não cumpre com sua obrigação no que diz respeito ao socorro á infancia desprotegida, que sem cerimônias enxota aquela criança desafortunada que encosta em seu belo carro lhe rogando um vintém.


Outros que a vida lhes proporcionou o conhecimento, o saber, estudando em grandes escolas, que mais parecem uma enciclopédia ambulante, mas ao menor contato com o ignorante, além de criticá-lo, não ser paciente e amável, não faz nada para melhorar o nível intelectual daqueles menos afortunados que o cercam, deixando-os a mercê da própria sorte e criticando o governo por não fazê-lo.


Geralmente somos rápidos em criticar mas tardios em colocar em prática aquilo que os outros não fazem, ora se vemos algum erro em alguém devemos em primeiro lugar analisarmos se em menor ou até maior grau não fazemos a mesma coisa.


Se estamos no planeta chamado Terra é por que ainda somos todos imperfeitos, caso contrário teríamos encarnado em um planeta mais evoluído que este, não devemos perder o nosso precioso tempo com criticas ao nossos irmãos, pois se não cometemos aquele mesmo erro com toda a certeza erramos em algum outro ponto que talvez aquela pessoa não erra.


Não foi á toa que quando queriam apedrejar Maria Madalena Jesus quando consultado, disse: - Aquele que não tiver pecados que atire a primeira pedra. Resultado: ninguém apedrejou aquela mulher, por que todos erravam em algum ponto.


Diante disto devemos ser tolerantes com os erros de nossos irmãos, ao invés de criticarmos que não o ajudaria em nada, tentemos mostrar a ele os prováveis efeitos que seus erros podem causar primeiro para ele e depois para os outros e ajudêmo-lo a achar um caminho para deixar de errar naquele ponto.


Feito isto teremos ganho mais um amigo e produzido o bem, que é a única coisa neste mundo que poderá falar em seu favor e fazer o seu futuro mais feliz.


Pensemos nisso!!!



PJC



Adaptação de texto da obra: Justiça Divina - Emmanuel/Chico Xavier
*

domingo, 8 de novembro de 2009

O TEMPO


*

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina.
Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por DEUS.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstancias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular "matar o tempo" reflete a inconsciencia vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o "tempo é dinheiro", para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações...
Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade , na conquista da experiencia.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do senhor.



Livro Caminho, verdade e vida - Emmanuel/Chico Xavier



***


Temos aqui uma explanação de muito valor sobre o tempo que os homens desperdiçam diariamente em suas vidas.

DEUS nos oferece uma nova oportunidade de evolução a cada nova encarnação, mas acabamos nos preocupando sempre mais com o nosso bem estar financeiro, conforto, ou seja, com nossas necessidades imediatas e nos esquecemos de investir o tempo em nosso bem estar futuro.

O que temos feito com nosso tempo? Temos usado em prol do bem estar comum? Temos feito todo o bem que está ao nosso alcançe? Ou temos sido egoístas e pensado e agido somente em nosso favor e daqueles que nos são caros?

Temos feito visitas nos asilos onde nossos velhinhos aguardam ansiosos alguém que se importe com eles, abandonados por aqueles que geralmente criaram?

E nos orfanatos onde os pequeninos que também abandonados, desta vez pelos pais, esperam também uma visita de alguém que lhes levar um pouco de alegria?

Devemos nos lembrar que o que levaremos daqui é somente todo o bem o bem ou o mal praticado, são eles que colocados na balança divina pesarão mais para o nosso bem estar ou não futuro, segundo nosso Mestre todo o bem que fizermos para esses pequeninos para ele estaremos fazendo, sendo desta forma recompensados.

Pensemos nisso!



*


PJC



*

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FAZER A DIFERENÇA


*

Um homem caminhava pela praia e observou um senhor caminhando em sua direção.
Aquele senhor toda vez que encontrava uma estrela do mar na areia pegava-a e jogava
de volta ao mar.
Assim ele fazia a medida em que caminhava.
Quando chegou perto do senhor não se contendo perguntou:
Bom dia, não pude deixar de notar que toda vez que o senhor
encontra uma estrela devolve-a ao mar.
Existem tantos kilometros de praia e tantas estrelas espalhadas
por aí, que adianta o senhor devolver essas ao mar se muilhares
secarão e morrerão?
Pode ser que as que eu não encontre venham a morrer, mas pelo menos
para as que cruzaram meu caminho eu fiz a diferença!


* * *


E nós? temos feito a diferença para aqueles que cruzam o nosso caminho?
Como temos procedido com os nossos pais, esposa ou marido, filhos, irmãos,
vizinhos, amigos de trabalho?
Temos feito a diferença em suas vidas ou temos sido apenas mais um a
cruzar os seus caminhos?
Estamos sempre prestando atenção em suas atitudes, temos sido solidarios,
pacientes e amigos?
Para se fazer a diferença é necessário que estejamos sempre empenhados
em fazer o bem a todos que nos rodeiam.
E muitas vezes o bem se resume a uma palavra amiga, em alguns minutos
para ouvir o desabafo de alguém.
Temos observado quando um amigo chega triste para assumir o trabalho?
Tomamos a iniciativa de saber se ele precisa de alguém para conversar, desabafar
ou pedir alguma orientação? Não adianta se entristecer depois que aquele mesmo
amigo se suicidou, sem ninguém ao menos para conversar.
Temos observado as atitudes de nossos filhos dentro e fora de casa, temos dado a
atenção a nossa esposa ou marido?
Não adianta lastimar depois o filho envolvido com as drogas ou a esposa ou o marido
que cansado se foi.
Devemos fazer a diferença na vida daqueles que fazem parte de nossas vidas sejam eles marido,
esposa, filho, pais, irmãos, amigos, vizinhos, pois se não conseguirmos fazer a diferença para
aqueles que nos são caros, como poderemos fazer o mais dificil que é amar os nossos inimigos?
Não viemos no mundo a passeio, cada um de nós temos uma missão a cumprir.
E não foi esse o ensinamento que Cristo nos deixou?

Pensemos nisso!


*


PJC


*












segunda-feira, 21 de setembro de 2009

SE TIVERES AMOR

*



*
Se tiveres amor, caminharás no mundo como
alguém que transformou o próprio coração em chama
divina a dissipar as trevas...
*
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes
que a peçonha do mal entrenebreceu, e relavarás toda
ofensa com que te martirizem as horas...
*
Surpreenderás nos maldizentes criaturas desprevenidas
que o veneno da crueldade enlouqueceu, e
desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
*
Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada,
acariciando a ignomínia da usura em que
atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu
voluntariamente na poça de fel em que arruína
a si mesmo...
*
Reconhecerás a ignorância em toda manisfestação
contrária á justiça, e descobrirás a miséria
por fruto desta mesma ignorância em toda parte onde
o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o
deserto do desespero, o inferno da
revolta ou o pântano da preguiça...
*
Se tiveres amor, saberás, assim, cultivar o bem, a cada
instante, para vencer o mal a cada hora...
*
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que
os teus mais acirrados perseguidores são apenas
crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que
é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para
que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplicios
da morte, nos erga o espírito imperecível
á benção da vida eterna.
*
Livro religião dos espíritos
*


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails