O Brilhe a vossa Luz significa estimular o amor nos outros, porque em nós ele tem feito maravilhas; é inspirar humildade nos companheiros, pelo fato deles descobrirem em nossa conduta a coragem de sermos humildes; traduz-se na paz que ajudaremos a construir no próximo, a partir da que já se faz realidade em nosso íntimo; significa garantir a fé e a simpatia ao redor de nós pela vida convicta que levamos, com base nos valores abraçados como legítimos. (Vozes do Espirito)
Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caridade. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de novembro de 2010
BENEFÍCIOS PAGOS COM A INGRATIDÃO
Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?
Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus.
Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento.
Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu.
Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.
Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão.
Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago.
Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.
E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará.
Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros.
Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo.
Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor.
Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde.
Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.
Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele.
Guia protetor. (Sens, 1862.)
*
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita
*
domingo, 14 de novembro de 2010
RELIGIÃO CÓSMICA DO AMOR
Toda crença religiosa que se firma no amor é digna de respeito e carinho.
O objetivo essencial da fé religiosa é dignificar a criatura humana, tornando-a melhor moralmente e preparando-a para desenvolver os valores espirituais que lhe dormem no íntimo.
Em razão do mergulho na matéria, o espírito aturde-se, e quase sempre olvida os compromissos assumidos na Espiritualidade, deixando-se comandar pelas manifestações do instinto que o ajudaram nos períodos remotos da evolução, mas que foram suplantados pelo discernimento e pela consciência, permanecendo somente aqueles que preservam a vida e dão sentido existencial.
Na neblina carnal, no entanto, a predominância da matéria, como é compreensível, dificulta o discernimento a respeito da finalidade da reencarnação, facultando que os sentidos físicos se direcionem para o prazer, para o gozo, para a satisfação das necessidades biológicas.
A consciência, no entanto, trabalha pela eleição do significado existencial, do equilíbrio emocional, do bem estar espiritual, alargando os horizontes da percepção para as conquistas relevantes e significativas que acompanharão o ser após o seu inevitável decesso tumular.
Por esses motivos, entre outros, a necessidade de uma religião que se expresse em lógica e praticidade, destituida dos aparatos e das fantasias, dos interesses sórdidos do comportamento material, faz-se imprescindível para enriquecer os seres humanos de beleza e de harmonia.
Isto porque a conquista da lógica, no longo roteiro evolutivo, impõe a necessidade de compreender-se tudo quanto se deseja vivenciar, a fim de constatar-se a sua resistência frente à razão em qualquer circunstâncias.
Assim sendo, não há mais lugar para qualquer tipo de crença religiosa que se apresente com manifestações totalitárias, eliminando a capacidade do crente de pesquisar, de aceitar ou não os seus postulados, sendo-lhe exigido crer sem entender.
É certo que ainda surgem segmentos religiosos fundamentados no fanatismo, geradores de lutas e intolerâncias, tentando impor-se pela força dos seus dirigentes políticos ou de outra espécie, mas não pela sua estrutura racional e profunda.
Naturalmente, ante o impacto do progresso, aqueles que lhes aderem ao comportamento, logo desenvolvem o senso da razão e os abandonam, isso quando não lhes permanecem vinculados pelos frutos apodrecidos dos interesses materiais que lhes rendem prestígio, poder e recursos econômicos.
Nesse caso, sendo destituídas do sentimento do amor, de compreensão e de bondade, estando ausentes o respeito pelo próximo e pelo seu direito de acreditar naquilo que mais lhe convém e lhe felicita, essas estranhas doutrinas mais atormentam do que consolam, seduzindo grande fatia da sociedade que ainda permanece vitimada pelos atavismos, quando se fizeram poderosas e esmagaram aqueles que eram considerados adversários do comportamento enfermiço.
Foram essas religiões, trabalhadas pela força política e pelos impositivos da ignorância, que se encarregaram de afastar os fiéis das diretrizes do amor que conduz a Deus, abrindo espaço para os comportamentos agressivos e a revolta constante, facultando o desenvolvimento do materialismo e do niilismo, que lhes bloquearam a capacidade de crer e, por efeito, de abraçar os ideais de religação com a Divindade.
Nesse báratro, a misericórdia divina proporcionou à humanidade uma crença religiosa que atende perfeitamente ao mandamento maior e, ao mesmo tempo, conforta e tolera todos quantos não lhe dão guarida.
Trata-se do Espiritismo, que se fez a resposta eloquente do amor de Deus às criaturas ansiosas que lhe suplicavam diretrizes e oportunidade de crescimento, assim como de recursos pra a conquista da felicidade.
O Espiritismo, ademais de fundamentar-se no amor através da ação da caridade, é doutrina profundamente racional, que esclarece o aprendiz a respeito das razões da crença e da sua legitimidade, por estruturar-se na linguagem iniludível dos fatos.
Jesus, quando esteve na Terra, elegeu o amor como sendo a fonte de sabedoria e de iluminação mais poderosa que se pode conhecer.
Estabelecendo como essencial o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não renegou as crenças que predominavam na cultura de então, lamentando que as mesmas não possuíssem essa especial conduta, perdidas em aparências e cerimoniais que mataram o conteúdo essencial de que Moisés se fizera portador ao apresentar os Dez Mandamentos.
Neles estão inscritos, sem dúvida, os códigos éticos de alta magnitude, responsáveis pela ordem social e moral da humanidade, numa síntese que facultaria ao direito civil em muitos países fundamentar os seus postulados naquelas seguras regras de comportamento.
Jesus, complementando, porém, a propositura do amor, que de a sua doutrina se faz o reservatório inexaurível, transformou-o em código superior aos infelizes de todos os matizes, utilizando-se da ação da caridade como sendo a sua expressão mais elevada.
Todas as suas palavras fizeram-se revestir pelos sublimes exemplos, pelas ações, pelos fatos extraordinários que passaram à humanidade, confirmando-lhe o messianato, demonstrando ser ele o Embaixador de Deus, aquele que todos esperavam, mas preferiram não aceitar, porque ele feria de morte as paixões inferiores, os interesses mórbidos dos religiosos equivocados, que se compraziam em manter os crentes na ignorância, a fim de melhor explorá-los.
Por sua vez, ele sempre elucidava todos os enigmas que atormentavam as pessoas, explicando a necessidade do amor em todas as expressões: ao trabalho, ao dever, à família, ao próximo de toda procedência, mas acima de tudo ao Pai Criador.
Submeteu-se às arbitrariedades do poder temporal para demonstrar a sua fragilidade na sucessão dos tempos, especialmente diante da morte que a todos arrebata, modificando as estruturas do mundo e das próprias criaturas.
Jamais se permitiu ceder aos caprichos dos adversários da verdade, divulgando-a e vivendo-a nas situações mais ásperas e agressivas.
Com a sua visão superior, conhecia a fragilidade daqueles que se candidatavam ao ministério da sua palavra, tolerando-lhes a fraqueza moral, mas não anuindo com ela, de modo que anunciou O Consolador, que ele rogaria ao Pai enviar, a fim de que o rebanho não ficasse esparramado, sem diretrizes de segurança, nos momentos difíceis do futuro que se apresentariam para a conquista da real felicidade.
E cumpriu a promessa, por ocasião do advento do Espiritismo.
O amor, realmente, deverá ser um dia a mais bela conduta, a mais significativa, a psicoterapêutica preventiva e curadora, tornando-se uma forma de religiosidade que fascinará a todas as criaturas.
Ao Espiritismo compete, portanto, o dever, através dos espíritas sinceros, de propagar os seus postulados, de divulgar as imorredouras lições do Evangelho, de demonstrar a excelência dos seus paradigmas, o alto significado de que se fazem instrumentos as comunicações espirituais, a magnitude da reencarnação, a convivência com o bem e a sintonia com o inefável amor de nosso Pai.
A Religião Cósmica do Amor, desse modo, no Espiritismo encontra o solo abençoado e fértil para apresentar-se e enflorescer-se, produzindo os frutos da felicidade a que todos aspiram, sem nenhuma desconsideração pelas demais que se fundamentem no Mandamento Maior, vivendo a tolerância e a caridade indiscriminadas.
*
Espírito Joanna de Ângelis (página pisicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 13 de Junho de 2010, em Londres, Inglaterra)
Publicada na Revista Reformador de Outubro de 2010
*
Marcadores:
Amor ao próximo,
Caridade,
Espiritismo,
Religiões
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O CRISTO VITORIOSO
"Estava ali um homem, enfermo havia trinta e oito anos"
Havia em Jerusalém um tanque chamado Betesda, que, periodicamente, adquiria propriedades curativas, depois que um Anjo, ou Espírito Superior, descia e lhe agitava as águas, magnetizando-as.
Quem entrasse primeiro, uma vez agitadas as águas, ficava curado de qualquer doença.
Era natural, e bem humano, que ali se reunisse uma multidão de enfermos, esperando o momento exato em que o Celeste mensageiro deveria agitar o tanque, em nome das forças do bem.
Bem humana, também, era a disputa que se verificava, um procurando antecipar-se ao outro, pois, como era notório, quem primeiro entrasse ficaria curado.
Entre os doentes, naquele dia, encontrava-se um homem acometido de paralisia havia trinta e oito anos.
Um paralítico no meio de dezenas de paralíticos.
Jesus passava na direção do templo, para as festividades israelitas.
Vendo aquele homem no auge da ansiedade, perguntou-lhe: Queres ser curado?
E, ante a melancólica explicação do paralítico, de que não podia caminhar, diz-lhe o Mestre: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
O episódio sugere inúmeras considerações.
É de se notar, em principio, a espontaneidade de Jesus, no interesse por aquele enfermo, cuja atitude não foi igual à de outras personagens beneficiadas pelo Senhor.
Bartimeu, por exemplo, o conhecido cego de Jericó, atraiu a atenção de Jesus com tremendo alarido: "Filho de David, tem misericórdia de mim", insistindo de tal modo que muitos o repreenderam.
E o Divino Amigo, compadecendo-se, restitui-lhe a visão corporal.
De outra vez, um homem coberto de chagas prostrou-se-lhe aos pés, suplicando: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me".
A mulher Siro-fenícia, cuja filha fora tomada por um espirito obsessor, pediu tanto a Jesus que a curasse, que os discípulos, irritados, rogavam ao Mestre: "Despede-a, pois vem chorando atrás de nós."
Mas Jesus, exaltando-lhe a fé, atendeu-a.
Com o paralítico do tanque das ovelhas, tudo se passou diferentemente, ele não reconhecera a Jesus, não lhe pedira que o curasse e não sabia que o Mestre por ali andava.
O que desejava, isso sim, era dar o mergulho salvador em primeiro lugar.
Ignorava que o Cristo podia curá-lo com um simples pensamento, com uma simples vibração, com um simples impulso de sua vontade.
Era paralítico e ninguém o conduzia ao tanque, eis a sua resposta, franca e sincera, ao ser interrogado por Jesus.
Por suas palavras, depreende-se que desejava apenas ajuda física: "Senhor, não tenho quem me ponha no tanque, quando a água é agitada, pois quando eu vou, desce outro antes de mim."
Houve então o gesto sublime, espontâneo, generoso, fraternal, divino...
"Levanta-te, toma o teu leito e anda."
O amor de Jesus transcende fronteiras, abrange o universo.
Limitado em suas expressões de fraternidade, pretende o homem, quase sempre, bitolar, medir, estereotipar o amor do Cristo, enclausurar-lhe a misericórdia, esquecido do:
"Tende por templo - O universo
Por imagem - Deus
Por lei - A caridade
Por altar - A consciência"
Situa-o, muita vez, entre as quatro paredes de uma igreja, de uma casa.
O fenômeno, contudo, é compreensivelmente humano e humanamente compreensível.
A irradiação do amor de Jesus envolve todos os seres que evolucionam nos círculos planetários e interplanetários, a não compreensão da excelsitude , da grandeza do Cristo reflete um grau evolutivo, traduz "uma visão".
Onde pulse um coração sincero, aí está Jesus, estendendo braços amigos, mãos generosas, como o fez com o doente do tanque.
Mesmo que esse coração ainda gravite noutros rumos evolutivos, polarizado por outras atrações, far-se-á Jesus presente, embora nem sempre possa ser percebido.
O que importa ao Cristo é curar, salvar, educar, restituir ao homem do mundo o que o homem do mundo perdeu: o endereço de Deus.
O paralítico de trinta e oito anos, simboliza o homem de boa vontade, o homem que levou até o fim a sua cruz, o homem anônimo, cuja alma valorosa se esconde, muitas vezes num corpo imobilizado.
Retrata a multidão de aflitos que o mundo não conhece, mas que o percuciente olhar de Jesus alcança, cheio de amor.
O interesse do Mestre, restituindo-o á dinâmica da vida, representa confortadora retribuição a quantos perlustram com dignidade, os caminhos da Terra, arrostando dificuldades.
A cura do paralítico demonstra que a administração do mundo está, acima de tudo, com o Supremo Poder.
Revela que, dando a cada um segundo as suas obras, milhares de almas retomam a carruagem física, em processos de reajustes e aperfeiçoamento.
É que o Cristo permanece, vitorioso, no leme da embarcação terrestre, desde os primórdios da vida planetária, apascentando, com inexcedível ternura, as ovelhas que o Pai o confiou.
*
Do livro Estudando o Evangelho
de Martins Peralva
*
sábado, 7 de agosto de 2010
DOE TEMPO
Sempre que pensamos em ajudar ao próximo, invariavelmente recorremos a doações de roupa, comida ou
dinheiro.
Obviamente, são itens de extrema importância e simbolizam um auxílio valioso para os mais necessitados.
Mais do que dinheiro, roupa ou alimentação, idosos em asilos precisam de carinho e atenção.
Porém, apenas socorro material não é o suficiente, principalmente se o grupo a quem se pretende confortar é o de idosos moradores de asilos.
Por terem um histórico de vida muitas vezes bem diferente da situação em que se encontram, eles sentem demais a sensação de desprezo e abandono.
Mais do que um prato de comida ou uma roupa nova, precisam da doação de tempo.
Ter uma companhia, alguém para conversar ou apenas um bom ouvinte para suas histórias mesmo que por poucas horas é o maior desejo dessa gente.
Desde que visitou pela primeira vez o abrigo Bezerra de Menezes, Sandra Regina Mendes teve certeza de que poderia fazer mais do que participar de campanhas de arrecadação de
agasalhos ou de contribuições em dinheiro.
"Sempre tive vontade (de ajudar) e após fazer uma visita ao abrigo, já saí com a ideia
fixa de que seria uma voluntária", relata a dona de casa, que auxilia na cozinha, na enfermagem e na administração, além da área social do asilo.
Entre as atividades, o voluntário pode ajudar na parte de cabeleireiro, manicure, passeios,
jogos recreativos e até mesmo na montagem de festas para a comemoração de aniversários, por
exemplo.
Quem se dispõe a dedicar parte de seus dias a um abrigo de "velhinhos" garante que a relação
é tão gratificante para quem doa afeto quanto para quem o recebe.
"É uma relação muito afetuosa, onde demonstramos respeito e carinho pela vida independentemente de raça, credo político ou religioso.
Praticando a caridade benevolente de maneira desinteressada e espontânea, somos os
primeiros beneficiados", fala o engenheiro e voluntário Miguel Posi Filho.
Diretor do abrigo Bezerra de Menezes, o escritor Ubiratan Rosa, 83 anos de vida e 45 de
voluntariado, traduz em palavras a beleza do ato de saber doar-se:
"Pense nos outros. Quando você se interessa pelas pessoas, sua vida muda. Saia de dentro de você por um pouco de tempo, se possível, por bastante tempo, e deixe de lado os seus problemas, as pequenas e grandes angústias que te fazem sofrer.
Sempre que enxergamos o nosso próximo com ternura e amor, embora não saibamos, estamos resolvendo um grande número de problemas que nos pertubam.
Porque saímos de nós, e sair de si mesmo é amor, e o amor é a maior força do Universo.".
Abrigo Bezerra de Menezes
(11)2164-1800
www.abrigobezmenezes.org.br
* * *
Retirado do Boletim GEAE nº 544
* * *
domingo, 30 de maio de 2010
NECESSIDADE DA CARIDADE
"Ainda quando eu falasse todas as linguas dos homens e a lingua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e o címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciencia de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja, a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade"
(São Paulo, 1ª Epistola aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13)
De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.
Dentre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade.
Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé.
É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficencia, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolencia para com o próximo.
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XV - item III)
* * *
Como podemos observar tanto na bíblia como na vasta literatura espírita, a caridade nos é colocada como necessidade, exigencia máxima para a nossa evolução, "salvação".
Sendo DEUS justiça e inteligencia supremas, não poderia ser de outra maneira, pois exige algo que está ao alcance de todos os homens, tenha ele posses, inteligencia, ou não.
Muitas pessoas não entendem e dizem: mas como poderei ser caridoso se não tenho posses? Isso se deve pelo fato de as pessoas acharem que caridade se resume em ofertar coisas materiais para aqueles que não possuem, e é claro que esta é uma forma de caridade também, mas podemos exercitar a caridade de diversas maneiras.
Você não precisa ter posses para fazer preces pelos que sofrem, enfermos, entes queridos, amigos, vizinhos, cidade, país ou pela paz no mundo.
Você não precisa ser sábio para levar uma palavra amiga ao necessitado, desanimado, desiludido, desamparado.
Podemos com preces, palavra amigas, gestos e atos ajudar a muitas pessoas que precisam muito de ao menos serem ouvidas.
Podemos com esses simples atos que não custam nada, levantar o caído, despertar a fé do incrédulo, e até salvar vidas do suicídio.
Podemos da mesma forma ajudar nossos irmãos que desencarnaram também com nossas preces, quantos nas regiões umbralinas, nas trevas expirituais, quantos presos as paixões, vícios, podem ser da mesma forma ajudados?
E quanta caridade estaremos fazendo agindo desta maneira, não é verdade?
É claro que devemos fazer essas coisas sem esperar gratidão, sem interesses, e com alegria, caso contrário seria em vão todo o esforço despendido.
Todo o bem que fazemos hoje para alguém com alegria e amor, estamos beneficiando o próximo mas o maior beneficiado seremos nós mesmos amanhã, estaremos desta maneira preparando o terreno de nossas próximas experiencias espirituais.
Quando por ocasião de nosso desencarne, com certreza seremos recepcionados e ajudados por aqueles que nos antecederam nesta viagem, e que, aqui pudemos de alguma forma ajudá-los.
Qual o valor do pregador eloquente, do sacerdote letrado, do palestrante internacional, se em seus corações não morarem a caridade, fruto do amor ao próximo?
Portanto devemos sim nos instruir, buscar o conhecimento, mas acima de tudo lutar contra nossas imperfeições que nos impedem de fazermos o bem, de execitar a tão preciosa caridade.
Meditemos nisso.
* * *
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Caridade e merecimento
Em verdade, a maior expressão de amor que nos envolve na Vida é aquela da proteção de Nosso Pai Celestial, que tudo dispõe para a nossa felicidade.
O sol que nos visita farto de luz, a chuva que nos prepara a colheita de pão, a terra que nos asila e esclarece, a fonte que nos dessedenta, a árvore que nos auxilia e a semente que nos prove o celeiro, com todos os recursos da natureza, expressam o devotamento da Providência Divina, em nosso favor.
Dir-se-ia que Deus estabelece com os homens, seus filhos conscientes, um contrato, em bases de carinho paternal, com que lhes cede todas as possibilidades de enriquecimento com uma simples condição – a do trabalho com boa vontade e perseverança.
É por isso que, em renascendo na Terra, o espírito recebe com o instrumento do corpo físico a caridade maior do Senhor, porquanto vê-se novamente investindo de bênçãos para adquirir o tesouro do seu próprio engrandecimento.
Eis porque, caridade, na vida de relação, não se aparta da lei do merecimento.
Dai e dar-se-vos-á ensinou o Divino Mestre.
Ninguém receberá suprimento de graças, sem constituir-se distribuidor diligente delas.
Sem alicerces, a casa não se levanta.
Sem esforço, a lavoura não produz.
Assim também, no campo da habilitação espiritual do homem para a vida eterna, somente se eleva quem se devota à ascensão e somente alcança a luz divina quem lhe prepara adequado combustível na candeia da própria alma.
Sejamos caridosos para que a caridade nos auxilie.
Saibamos dar para receber com abundância.
A fonte da vida fornece as dádivas, que lhe fluem da corrente sublime, segundo a medida que levamos aos seus preciosos mananciais.
Aproximemo-nos do bem com o largo cântaro da boa vontade e do serviço, e a vida nos enriquecerá de sua paz invariável e de sua paz invariável e de imorredoura alegria.
Do livro: Construção do Amor (Emmanuel)
Assinar:
Postagens (Atom)




